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Vacinas para idosos ganham espaço diante da imunossenescência 

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Vacinas adaptadas para pessoas acima dos 60 anos surgem como resposta ao envelhecimento do sistema imunológico. Saiba mais

O nosso sistema imunológico envelhece junto com a gente. Esse fenômeno é chamado de imunossenescência. Na prática, isso quer dizer que pessoas acima de 60 anos têm mais dificuldade para enfrentar vírus e bactérias, podendo adoecer e desenvolver complicações graves.

As vacinas, por sua vez, entram nesse contexto para estimular a resposta imunológica. Ao apresentar um antígeno, como um vírus enfraquecido ou uma bactéria inativada incapaz de causar doença, a vacina “engana” o sistema imunológico para ele “pensar” que são agentes patógenos reais e, assim, começar a produzir anticorpos.

No entanto, como o idoso possui uma baixa capacidade de resposta imunológica, ele pode não responder tão bem às vacinas tradicionais. É por isso que imunizantes com tecnologias específicas para essa faixa etária se tornam uma boa opção. 

O enfraquecimento imune após os 60 anos

A gripe, por exemplo, se manifesta de maneiras diferentes em um adulto e em um idoso. Ainda que ela possa causar complicações graves em qualquer idade, os mais velhos estão expostos a um perigo maior.

Estudos indicam que, em pessoas com mais de 60 anos, a gripe está relacionada a um risco de aproximadamente oito vezes maior de acidente vascular cerebral (AVC) e aproximadamente dez vezes maior de ataque cardíaco (infarto). Esse risco, inclusive, pode permanecer elevado por semanas e até meses. Além de atingir os pulmões, a gripe promove uma inflamação sistêmica e pode afetar o sistema cardiovascular.

Ela também pode predispor quadros de pneumonia e agravar as condições de saúde de quem já têm alguma comorbidade, como doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e doença renal. Tudo isso devido à imunossenescência.

Vacinas específicas para idosos

“As vacinas estão se adaptando à imunosenescência. Os cientistas estão produzindo vacinas específicas para o idoso com tecnologias que geram melhor resposta naquela pessoa com imunosenescência”, explica Isabella Ballalai, membro do Grupo Intersetorial de Vacinação do Adulto e do Idoso (VAI) da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Atualmente, algumas das tecnologias disponíveis são:

  • vacina de alta dose: contém uma quantidade maior de antígeno em comparação às vacinas tradicionais, provocando uma resposta imune mais eficaz;
  • vacina recombinante: utiliza engenharia genética para produzir proteínas virais que serão reconhecidas pelo sistema imunológico, desencadeando uma resposta de proteção; 
  • vacina de cultivo celular: usa o vírus cultivado em células de mamíferos, melhorando a efetividade contra mutações das cepas virais;
  • vacina de mRNA: usa RNA mensageiro para ensinar o organismo a gerar a resposta imune, melhorando a precisão. É utilizada em vacinas contra a covid-19, por exemplo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina trivalente padrão contra a gripe, que protege contra três cepas diferentes do vírus Influenza. Na rede privada, é possível encontrar também a vacina quadrivalente de dose padrão e vacinas de altas doses indicadas para idosos. Essa última possui quatro vezes mais antígeno que a vacina convencional. Em um estudo com cerca de 32 mil idosos, ela demonstrou eficácia 24,2% maior do que o imunizante padrão. Também garantiu a redução dos casos de hospitalizações e os eventos cardiorrespiratórios em diferentes temporadas de circulação viral. Para saber qual é o imunizante mais indicado  para o seu caso, a dica é consultar um médico.

“Hoje, o número de vacinas voltadas para os idosos que estão em desenvolvimento é enorme. A população está envelhecendo. E o mundo das vacinas também está se preparando para isso, com vacinas específicas que possam ultrapassar essa imunosenescência”, diz a especialista.

Bons hábitos melhoram a resposta da vacina

A fim de fortalecer ainda mais os efeitos das vacinas, a especialista lembra que é fundamental que pessoas acima dos 60 anos mantenham bons hábitos de vida. Manter uma dieta equilibrada, praticar atividade física, não fumar, evitar bebidas alcoólicas, entre outras práticas, diminuem o risco de complicações mesmo ao se deparar com uma infecção.

“A vacina precisa de um sistema imune bom. Ela vai apresentar um antígeno fingindo ser o vírus ou a bactéria da doença, mas quem responde é o seu sistema imune”, pontua Ballalai.

Conteúdo produzido em parceria com a farmacêutica Sanofi. 

Fonte: Portal Drauzio Varella

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