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Tatiana Sampaio: a pesquisadora brasileira que lidera avanço capaz de devolver movimentos a paraplégicos

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Nova fase de testes clínicos autorizada pela Anvisa representa esperança para milhares de pacientes com paralisia no Brasil

A cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, bióloga, professora universitária e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vem se destacando internacionalmente por liderar uma pesquisa inovadora capaz de devolver movimentos a pessoas paraplégicas e tetraplégicas.

Sampaio é chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular e combina sua experiência em biologia celular, neurociência e engenharia de tecidos para desenvolver soluções que estimulem a regeneração da medula espinhal. Sua pesquisa mais recente envolve a substância experimental polilaminina, uma proteína modificada que cria um ambiente favorável à reconexão de neurônios lesionados, funcionando como um “andaime biológico” para estimular a recuperação motora.

Os experimentos iniciais com animais demonstraram resultados promissores, com recuperação parcial da mobilidade de membros paralisados. Com base nesses avanços, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou recentemente o início de testes clínicos em humanos, uma etapa crucial para avaliar a segurança e eficácia do tratamento em pacientes com lesões medulares completas.

Cinco pacientes que sofreram traumatismos na medula espinhal receberão injeções de polilaminina nas primeiras 48 horas após o acidente e serão acompanhados por seis meses, conforme protocolo aprovado pela Anvisa.

Especialistas consideram que essa pesquisa coloca o Brasil na vanguarda da neuroregeneração, oferecendo uma perspectiva inédita para pacientes que convivem com limitações motoras graves. Para familiares e pacientes, a possibilidade de recuperar movimentos e funcionalidade representa um horizonte de esperança que antes parecia impossível.

Tatiana Sampaio continua a liderar sua equipe, unindo pesquisa científica, ensino e inovação tecnológica, e busca tornar a terapia com polilaminina acessível de forma ampla, beneficiando milhares de brasileiros.

Fonte: Francês News

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